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Carta aberta ao banco de Portugal

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Carta aberta ao banco de Portugal

Mensagem por Admin em Qua Jan 28, 2015 11:37 pm

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Exmo Sr Governador,

A Associação Os Indignados e Enganados do Papel Comercial (www.lesadosnovobanco.com) vem transmitir a V. Ex.ª nesta carta aberta que as pessoas vítimas da compra de Papel Comercial aos balcões do Banco Espírito Santo SA (BES) não aguentam mais.

Representamos um universo de 300 associados desesperados por poderem pôr ponto final a esta provação que é o gorar constante de promessas e datas de pagamento por parte do Novo Banco.

Como instituição de bem e com o intuito de confortarmos os nossos associados, criámos um gabinete de psicologia que tem tentado mediar situações de desespero, angústia e depressão, mas receamos que em breve possam acontecer desgraças.

Estas pessoas foram vítimas de uma venda agressiva e enganosa por parte dos gestores (os mesmos que continuam no Novo Banco) e respetiva instituição bancária que lhes garantiram capital e juros. Não foram investimentos especulativos em mercado acionista ou em casino, Senhor Governador! Mais ainda, isto que aconteceu connosco pode acontecer com qualquer cidadão, razão pela qual tem haver garantias por parte do regulador, que quando a regulação falha, os cidadãos são protegidos.

O Banco de Portugal (BdP), como regulador, apenas existe porque há cidadãos para proteger de abusos de mercado. Sentimos que fomos usados para financiar um grupo económico falido, com o conhecimento e autorização do BdP. Sobretudo, quando, como resulta de cartas do regulador, o mesmo conhecia todos factos desde o exercício da auditoria ETTRIC 2!

Há quase um ano, em Março de 2014, sem sabermos o que se estava passar, o BdP reconheceu a existência de um abuso. Em consequência disto, o BdP prometeu o reembolso destes clientes. Primeiro, obrigando o BES a entregar uma garantia e mais tarde ao obrigar ao reconhecimento de uma provisão em valor suficiente para nos reembolsar. Com a resolução do BES, é dito primeiro que a provisão e intenção de reembolsar se mantém, entrando mais tarde numa zona cinzenta de indefinição, transformando-nos na “batata quente” que todos querem sacudir.

Considerando que o BdP nomeia a administração, supervisiona e controla o Novo Banco, não aceitamos que diga que o Novo Banco é que decide sobre o nosso reembolso, e este diga o seu oposto. Muito menos é aceitável transmitir a ideia de que tanto o Novo Banco, como o BdP têm interesses opostos.

Com a dinâmica comercial que o Novo Banco está a ganhar, assim como a quantidade interessados na sua compra entende-se que a tentação de limitar os custos do Novo Banco é grande. Nós também queremos que o Banco seja vendido depressa e bem, mas isso não pode sobrepor-se ao valor mais alto da regulação, dos compromissos assumidos e dos valores básicos da justiça. É preciso mais celeridade e mais transparência na resolução do problema do reembolso do papel comercial. Nós não somos um produto tóxico!

Como V. Ex.ª pode imaginar, famílias que têm a totalidade das suas poupanças presas desta forma não vão desistir de exigir justiça! Assim, muito brevemente iremos manifestar-nos à porta da sede do Banco de Portugal para tornar visível o desespero e as histórias reais que estão por trás da frieza dos números, a que V. Ex.ª não será indiferente, estamos certos.



Com os melhores cumprimentos,

Associação Os Indignados e Enganados do Papel Comercial

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